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A alienação do conceito poético

Postado em Literatura, Sociologia com as tags , , , , , , , , , , , , em Julho 13, 2008 por Ms.Skywalker

A alienação do conceito poético

Temos por poeta a definição popular daquele ser que é sensível,de imaginação inspirada ou sonhadora.De acordo com essa definição,agregamos ao nosso pensamento que: “ser poeta é ser desocupado”,fato este que causa uma certa depreciação da profissão,quiçá do seu conteúdo.Foi-se o tempo em que a poesia tinha o devido reconhecimento dentre a sociedade,nos grandes salões,até na boca do povo…

Desde os tempos mais remotos,desde a Antiguidade,onde o homem alcançou a escrita,este vem descrevendo,fazendo registro de fatos do cotidiano,ou fatos que até ficaram marcados na história.Com o tempo,essas técnicas de “transcrição do visual” foram aprimoradas e eis que o Homo Sapiens Sapiens percebe que ele era capaz de ir mais além: desde a crítica à imaginação.Surgem,assim,os poetas e os escritores.Falaremos brevemente do primeiro.

Assim como os escritores,os poetas são os guardiões do fogo,mantendo vivo todo um universo imaginário que periga perecer.Entretanto,o papel do poeta é como o de qualquer cidadão.São responsáveis e participam de tudo o que acontece.Tem o direito de voz,direito da crítica,direito da opinião.”Todos opinam,mesmo quando calados”,como dizia Lau Siqueira.

Como todos, os poetas da atualidade estão lutando contra injustiças,contra a desigualdade social,contra todos os fatores transformadores de uma sociedade corrupta e cega.E sendo assim,os poetas se expressam pela literatura,protestando,informando,criticando,ensinando.Não é necessário haver poemas com regras e nem dicções líricas.Simplesmente os criam.

Talvez,seja por esta sensibilidade que os poetas têm de ver e analisar o mundo que os cerca,é que os deixam com a fama de “desocupados”.Ledo engano.É através da poesia,através da arte que nossos instintos são despertados,tirando-nos das amarras e viseiras impostas pelo meio em que vivemos.

Particularmente,penso que para este impasse ser resolvido,a sociedade jovem deveria ser moldada para receber de braços abertos este tipo de expressão,de arte.Com incentivo,principalmente dos mestres,estes responsáveis pela formação acadêmica e cultural dos pequenos pupilos.Só assim,implantando a semente desde a tenra idade,é que conseguiremos desalienar a população para com sua visão sobre a arte/poetas.

Milton Santos X Globalização

Postado em Geografia, Política, Sociologia com as tags , , , , , , em Junho 18, 2008 por Ms.Skywalker

Olá a todos.Como de costume mais um dia de frio e indignação por parte das coisas que ocorrem no mundo.Bom,vamos ao assunto.Como já estou há algum tempo desenvolvendo este meu trabalho de geografia sobre Milton Santos,resolvi expor aqui,juntamente com minha opinião inserida.Usei vários sites como ferramenta de pesquisa,dentre eles a Wikipédia e um artigo de Délio Mendes,professor Dr. do Departamento de Sociologia da Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP


“Milton Santos, geógrafo e advogado.Foi expulso do Brasil na época da Ditadura Militar,em um período denominado de “Êxodo de Cérebros”.Posteriormente,retornou á sua pátria.
Devido a este fato, Milton santos e suas idéias, obtiveram reconhecimento primeiro no exterior para só depois serem plenamente reconhecidas por nossa nação.
Uma de suas maiores obras de destaque é “O espaço dividido”,um clássico mundial onde se desenvolveu a teoria do desenvolvimento urbano nos países subdesenvolvidos.
Sua idéia de globalização, esboçada antes que este conceito ganhasse o mundo,advertia para a possibilidade de gerar o fim da cultura,da produção original do conhecimento.
Milton fez uma abordagem inovadora em relação ao conceito de “Espaço”, um lugar que sofre alterações pelas ações humanas, possibilitando assim o apropriamento deste. Assim o espaço com as novas tecnologias, adquiriu novas características para se tornar um conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações.
As noções que possuíamos a respeito de centro e periferia já não se aplicam. Pois o centro pode estar localizado a milhares de quilômetros e,a periferia,poderia abranger o planeta inteiro.Daí a correlação entre espaço e globalização,que sempre foi perseguida pelos detentores do poder político e econômico,mas só foi possível devido o avanço tecnológico.
Seu ponto de vista acerca da globalização consistia em que esta era levada ao ponto de vista do capital financeiro.Porém lê propunha uma outra globalização,onde todos os outros ‘excluídos’ participassem também.Milton sempre esteve ao lado do povo,da massa.talvez seja este o fator determinando que proporcionou a visão crítica do mesmo.Diz também que no momento em que o homem dominou a tecnociência ele alcançou o ‘estágio supremo da evolução’.
Globalização,para ele,não passa de especulação,financeirização,feita pela proteção dos bancos/banqueiros,criando uma máquina de perversidades,onde dinheiro passa a produzir dinheiro,dominando assim,o mundo da produção de mercadorias.O desemprego,desta forma,aumenta,pobreza aumenta,salário diminui,qualidade de vida das classes médias e baixas caem e a fome/desabrigo se generaliza.
O livro “Por uma outra globalização” prega a idéia de todos trabalharem para ampliar a produtividade,como se esta fosse um trabalho ‘abstrato’(que no caso dá-se a entender que é algo que é separado do que pertence,esta ligado,no caso a obtenção de dinheiro) e não uma produção de vantagem para apenas a obtenção de capital.
Milton aponta para a liberdade do ser humano,para modificar o mundo.A produzir conhecimentos verdadeiros e não baseados em alienações na qual todos estamos sujeitos.Nessa atual globalização a informação,nunca,ou quase nunca,vem com o intuito de INFORMAR,mas sim MANIPULAR a massa.Para ele,o atual modelo de globalização não passa de um consumismo desenfreado,a globalização do dinheiro,o que gera assim a competitividade,que nada mais é: Falta de compaixão.(podem se perguntar: Por que falta de compaixão?É simples, a busca pela obtenção de dinheiro,e nada mais que isso,levará ao homem praticar atos ‘inescrupulosos’,mesmo inconscientemente.Como exemplo,posso citar,seguindo esta linha de pensamento,o seguinte: Uma fábrica e seu dono e seus trabalhadores.O dono quer obter mais dinheiro,entretanto ele precisará de maior tempo de mão de obra,ou seja: o tempo de trabalho dos operários aumentará,gradativamente e seus salários diminuirão E com essa equação o dono obterá mais dinheiro,como esperava.Isso é um ato inescrupuloso inconsciente.mesmo no nosso século vigente isto,infelizmente,ainda ocorre.E além do mais,ressaltando a questão do consumismo: Esse operário que pouco recebe,da mesma forma estará sendo induzido a gastar o pouco que tem,para comprar as boas coisas que o mundo lhe oferece,coisas estas que podem até serem supérfulas.)
Tudo,os valores morais,científicos,territoriais e,até mesmo, o conceito de CIDADÃO são reduzidos aos limites da competitividade,dos interesses financeiros.A desigualdade que é gerada nessa equação nos impossibilita literalmente,de sermos cidadãos.
Como sabemos,ser cidadão é ser um indivíduo,um sujeito,cujos direitos são respeitados,direitos estes relacionados ao Estado e a sociedade.Porém,isso não é visto em prática,somente na teoria.Nós não somos tratados como cidadãos e sim como ‘seres invisíveis’,onde a nossa voz,nossa necessidade não tem vez.Ao menos,claro,se fôssemos pessoas de alto poder aquisitivo e/ou representássemos firmas de grande prestígio(ou,pensando bem..nesse caso estaríamos representando a voz DA firma,e não a NOSSA voz..Ao menos que os valores necessários da firma,sejam igual aos valores necessitados pela pessoa em questão).
Isso, infelizmente,nos reduz a meros ‘peões’ ,ou nem isso: apenas peças descartadas em um grande jogo,em que,só participam os que podem.

Deixarei claro aqui meu ponto de vista: Eu,de forma alguma sou contra o capitalismo e seus valores,entretanto creio que seja possível a real inclusão dos ‘excluídos’ nesse jogo todo.Porque,em poucas palavras: a Globalização é pra quem pode.
Resumindo: Países subdesenvolvidos estão fora disto,pelo menos ainda.

http://br.youtube.com/watch?v=N-eVqq4npvc&feature=related

Milton Santos acredita e via uma perspectiva de mudança e faleceu acreditando nisso.”


Abraços e obrigada pela atenção!