Arquivo para Janeiro, 2009

…My knees are cold.*

Postado em Asneiras, Divagações com as tags , , em Janeiro 27, 2009 por Ms.Skywalker

Tento afogar minhas mágoas num copo de uísque,mas até isso os malditos tiraram de mim.

O que há de ser de um velho sem sua bengala?

Até o fumo se foi, tudo se foi.

Tudo e nada.

Até as vozes, até a vontade.

Mesmo as lágrimas.

Eu não sei. Nada.

*For Emma – Bon Iver

To bring a… to string along!*

Postado em Asneiras, Divagações com as tags , , , em Janeiro 27, 2009 por Ms.Skywalker

A saudade não me convence

de que eu poderia ser mais forte sem você.

A saudade não me convence de que o ar que respiro…

ficaria melhor sem você.

Não, ela não me convence, de mais nada.

Não me convence…NADA me convence.

*For Emma – Bon Iver

Running home*

Postado em Asneiras, Divagações com as tags , , em Janeiro 27, 2009 por Ms.Skywalker

É, sei lá. Só sei que dói não ter nada no peito e você sentir falta de algo, falta de lágrimas. [?]

Sim, é mais ou menos isso. Só sei que dói. (Y)

Mas, quem se importa, não? Pois é.

Poeminhas de um dia chuvoso, ao som de Bon Iver (muito maravilhoso por sinal)

Meu coração chora

queima e arde em fogo em brasa

meu corpo gira, eu puxo e caio.

Eu não sei mais o que é preciso para ter

não sei mais o que é preciso para te querer

Para te perder.

Tento me levantar, mas seu sussurro, sua voz, sua respiração

me fazem fraquejar e , de novo, voltar ao chão, nos teus braços

te querendo, sempre.

Nos lençóis revoltos um sorriso

no sorriso um suspiro,

no suspiro a dor,

na dor o enleio.

No enleio a vontade, e na vontade o obliviamento.

Não sei.

**Running home – For Emma/Bon Iver

O Bote

Postado em Divagações, Literatura com as tags , , , , em Janeiro 16, 2009 por Ms.Skywalker

Um conto de minha autoria, com algumas características de Clarice Lispector, como por exemplo a trnasgressão psicológica e o processo epifânico.

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O Bote

Cheiro de chuva entrava em suas narinas. Ela suspirava, contente, deitada em seu quarto a olhar para a janelas, cujas persianas de madeira, entreabertas, permitiam que a brisa vespertina entrasse, balançando suavemente a cortina.

Nem tão velha, nem tão jovem. Assim era como Beatriz referia-se à sua idade. Sorrindo, não sabendo o porquê, o barulho dos trovões ao longe, misturando-se com os cantos das aves e o longínquo cacarejar das galinhas, nas chácaras próximas, lhe traziam uma sensação de obliviamento dos problemas terrenos. Inexplicável.Beatriz gostava.Apenas.

Sentindo-se leve, sentindo-se humana,sentindo-se feliz, livre de todas as culpas, de todos os medos e anseios que tinha. Era como se ela fosse um gigante, que tudo vê, que tudo pode.

Aheitava-se no travesseiro; o vento trazia a chuva. Olhando da janela para o teto, do teto para a janela, Beatriz pensava, navegando nos véus de sua mente. Estes momentos eram os mais perigosos, onde a moça libertava-se das amarras do mundo terreno e rumava em liberdade para o desconhecido de seus sonhos que tanto a atraíam: era o que ela queria ser, ou era aquilo que ela não poderia ser?

Muitos sonhos, muitas probabilidades, muitas perspectivas e possibilidades. Sonhos malucos? Talvez. Porém, eram momentos perigosos como esses que davam à Beatriz uma singular sensação de felicidade e segurança. “Gosto de viver perigosamente”, dizia ela, em quase um sussurro para sí mesma. Tornava a olhar o teto.

Entretanto, como em uma tela que passa a ter um negro borrão tudo se transforma. Seu pequeno bote em que navegava, afunda nas profundezas de sua mente; entrava em conflito. Por isso, o perigo. Afinal, quem é considerado normal? Aquele que faz o que sonha, ou aquele que faz o que deve fazer?

Vulnerável, desprotegida. Beatriz sente-se despencando de um abismo: um abismo sem fim. Caindo, pequenininha, insegura. Com medo.

A chuva já caía a cântaros, e um trovão ribombante a faz despertar de seus pensamentos surreais. Como um raio, ela se levanta indo à janela, fechando as persianas que já faziam as cortinas balançarem violentamente, assim como a própria Beatriz. Estava numa tormenta, a calmaria que a precedia já se fora.

“Talvez seja hora de reparar os danos…”, pensava. “Não, acho melhor ir dormir agora”. E assim ela volta a se deitar sobre a colcha, não fazendo questão de demorar muito para pegar no sono. Ambiente escuro, ainda chovia. O barulho das gotas eram agora os únicos barulhos que ecoavam na mente da moça, na tentativa de levar tudo aquilo que outrora pôs em xeque a sua própria existência.

Depois de muito tempo…

Postado em Asneiras com as tags , , , em Janeiro 16, 2009 por Ms.Skywalker

Gente, que horror. Primeiro post de 2009 mas na primeira quinzena do mês. /euri

Decadência. /hum

Também, ninguém vai ler isso mesmo.Pra que me preocupar então, né?

Estranho, sinto como se estivesse “falando” para as paredes. :p

Bem, o WordPress mudou…Tá mais moderninho.GENETEEE, ahuahuhuahua. Que loucura…É só eu ficar um tempo fora que tudo muda 8-|

Grande coisa *lixa

Bem, vamos ao que interessa, ou o que é mais clichê [?]: Balanço de 2008.

ÓTEMO. 8-|

Não sério, dentre todos os altos e baixos…Foi ótimo sim. Aprendi muitas coisas, revi muitas coisas, por exemplo meu conceitos, minhas idéias e meus planos. Mais um ano de experiência no meu currículo. Com as quedas e tropeços que aprendemos a nos fortalecer. De boa.

Digamos que fiquei observando como sempre… /hum Observar é a melhor coisa que tem.Ainda mais para alguém que tem memória fotográfica. /zoa

Tanto no meu mundo, como esse mundo, foi um ano ótimo. Fortaleci amizades, reencontrei amizades… Aconteceram coisas que nunca imaginei que iriam acontecer. Digo, essas coisas “boas” vieram de uma forma inexplicável, entendem? É como diz aquele ditado: “Tudo tem seu tempo e sua hora”. E é verdade.

Um final de Ano MARA, ao lado das pessoas que mais amo, fazendo as coisas que mais adoro…

E, final de ano MARA, começo de ano ULTRA MARA. Diz a lenda,rs, que assim o ano todo será ótimo!

(H) É nóis! *-*

Bem, postarei a seguir uns textos antigos, que não postei ano passado por preguiça. Ainda não escrevi nada novo, então…

Be Happy todos vocês! ;)

É TÃO FÁCIL TE QUERER 2009!