Não, eu NÃO aguento. Acho que meu mal é essa casa, essas pessoas que, durante tanto tempo, chamo de “família”. Aham, é..Família. ¬¬
Falsidade aqui rola solta até doer os ossos. Chego em casa, “emburrada” e com razão, não queria voltar. É tão bom respirar AR PURO, sentir sua cabeça em paz, sem paranóias e sem nada. Enfim, chego em casa com aquela recepção “ai meu ai ai meu iôiô, querida, muah muah, vc tá bem? Tá emburrada por que?? Ohh, que houve? Guti guti, pãozinho de ló” e afins. ¬¬
Tudo isso pra depois o pau comer, literalmente, como se NADA tivesse acontecido. Ainda ENCHE A BOCA pra ficar me comparando com os outros e achar que sabe das minhas necessidades e os limites destas. Acha que é dona de mim e dos meus pensamentos e sentimentos, acha que sabe até onde eu devo sentir ou deixar de sentir as coisas.
E quando eu vou reclamar meus direitos ela se sente ameaçada e parte pra cima de mim, LITERALMENTE. Com direito àquele maldito dedo no meu nariz e “o chinelinho”. O que me irrita mesmo é a alienação dela num conceito geral, devido suas frustrações pessoais. Consequentemente se acha no direito de descontar tudo em mim, me submetendo ÀS MESMAS FRUSTRAÇÕES!
AHHH, MEU POUPE! Francamente, ela é ela e eu sou eu!! SE ELA NÃO GOSTA, FODA-SE ELA! Grande merda o argumento de “EU DEI A LUZ”. E daí???? Belo argumento, de certo, mas isso não ganha nada. Se fosse assim as coisas de hoje não eram p estar assim. Fato.
Realmente, é “raro” quando eu vou reclamar algo pra ela sobre MEUS direitos legais, pq já fiquei tão resignada com as coisas que me deixei ser submetida à tudo que ela jogava pra cima de mim. Acho que ela se acostumou com o “bichinho de estimação dela” e sente falta quando o “Bichinho de estimação” se rebela ou coisas do gênero. E então começa a jogar baixo e sujo comigo, falando merdas pra mim, se fazendo DE VÍTIMA, e me comparando com os outros.
Ahhhhh, paciência TEM LIMITES, e a minha sinto que já foi há tempos. E o que me consola é saber que não sou apenas um caso isolado. Há muitos, até beem mais velhos que eu sujeitos na mesma situação, com o pavil beeeem ² mais curto que o meu.
Sim, é uma MERDA depender de terceiros pra ser alguém. Uma merda, um cu, uma desgraça. É frustrante, revoltoso, martirizante, um nojo. Sei lá mais o que. “Só tem tamanho, pensei que sua cabeça tivesse mudado mas nãomudou nada”. Aham, é. VOu me lembrar muito bem disso quando vier me bajular e encher meu saco.
Merda ¬¬
Depois não quer que a querida vá ao psiquiatra. Não, imagine. Inadimissível. Aham, é só olhar pra si mesma, estúpida, vai ver o seu reflexo em mim. Sò que com uma diferença.
O que também me deixa mais puta é saber que 90% dos argumentos que ela sempre fala são mentira! Posso parecer a pessoa mais suspeita do mundo pra isso, mas só quem passa por essa situação pra entender e perceber o que é ou não mentira. E essa injustiça a que sempre fui submetida me sufoca, me cansa, me irrita e me deprime, mais do que eu já sou e estou. Minha vontade é de sumir, poder fazer TUDO diferente. Mas o saber de que por enquanto isso não é possível me corrói, abre feridas profundas. Me deixa com mais medo e desconsolada.
Ela fala tanto de mim, mas deveria se olhar e perceber que ela é tão pior quanto eu. Ou…Ela tem tanto PAVOR de sí mesma que acha mais cômodoolhar pros OUTROS do que pro próprio umbigo. Aliás, todos ou boa maioria, faz isso. É mais cômodo, né?
Ao mesmo tempo que me dá raiva me dá vontade de rir, porque o descontrole dela é CÔMICO, acredite. As caras e bocas dela ao ver que vc se mantém inalterado fisicamente, olhando “pacientemente” pra ela, mesmo que embora por dentro vc esteja entrando em literal combustão ¬¬, vc continua lá; impassível, uma rocha. E ela lá, DESESPERADA, gritando contigo e berrando, arregalando aqueles olhos e apontando aquele dedo maldito pra cima de você. Hááááááá, me seguro pra não rir, e falo sério. ME SEGURO, senão seria um soco no meio do meu rosto que tanto gosto.
No final de tudo, quando começo a me acalmar e rever os fatos, eu tenho é DÓ dela. Dó e pena, por analisar o quão obsoletos e retrógrados são seus conceitos, técnicas e idéias. Pena por saber que ela nunca vai viver de fato, ao menos se iniciar uma rígida mudança em sua estrutura. E eu sei que isso não vai acontecer… É, isso frustra.
Enfim…Continuo aqui, sendo privada por ela e tendo minhas necessidades decididas por ela. Queria saber QUAL É o “órgão superior que compete à ela a capacidade de decidir se eu estou ‘satisfeita’ de algo ou não”. Queria saber MESMO, pq o juízo dela que não é. Tenho certeza.